Nesta narrativa simbólica, inspirada na mitologia grega e mesopotâmica, desce à cena uma fortaleza onde máscaras mudam conforme a conveniência e portões se abrem para narrativas moldadas por interesses. Entre explosões de fúria e silêncios calculados, surge o embate entre Nergal, o deus dos surtos que tentam esconder inseguranças, e Prometeu, o Guardião dos Registros — aquele que não precisa gritar para ser ouvido, porque suas palavras ficam gravadas na pedra do tempo. A fábula revela uma dinâmica universal: quem teme a verdade, ataca quem a registra; quem vive de máscaras, se desespera diante de quem vive de clareza; e quem eleva a voz para intimidar, revela na verdade sua própria fragilidade. Este episódio mitológico reflete situações humanas, institucionais e coletivas em que o ruído tenta substituir a razão — mas onde o registro, a lucidez e a astúcia vencem sempre. Assista, reflita e tire suas próprias conclusões. Afinal, como ensinam os antigos: nenhum grito supera a força de uma verdade registrada.

