Uma releitura mitológica sobre a sabotagem da verdade, inspirada nas lendas nórdicas. Nesta fábula, Odin enfrenta o Conselheiro de Cera — um personagem simbólico que representa aqueles que tentam domesticar a palavra, suavizar denúncias e transformar lucidez em silêncio “bonitinho”. Um texto sobre coragem narrativa, sobre a liberdade de dizer o que precisa ser dito e sobre o preço da sabedoria.
🧭 CONVITE DO PROFESSOR THÉO PARA O CONTEÚDO
Caros leitores,
Algumas histórias chegam até nós não para entreter, mas para cutucar — dessas que atiçam os gigantes adormecidos dentro das instituições, das relações humanas e, principalmente, das conversas que certos “sábios de ocasião” preferem que não aconteçam.
Por isso trago esta fábula nórdica, lapidada no gelo da coragem e temperada com o fogo da verdade: a história do Poço de Mímir e do Conselheiro de Cera.
Ela fala sobre aquilo que muitos evitam:
👉 a tentativa constante de domesticar a voz dos que pensam;
👉 o esforço para transformar a verdade em chantili emocional;
👉 o desejo de alguns de que tudo seja suave, neutro, inofensivo — desde que ninguém questione as sombras.
Se você já esbarrou com alguém que tenta te convencer a “não falar disso”, a “ser mais leve”, a “não incomodar”, então esta fábula é pra você.
Porque, como Odin nos lembra,
a verdade não se serve açucarada.
E quem bebe da fonte de Mímir nunca mais aceita coleira.
Boa leitura — e que cada palavra desta fábula derreta mais um Conselheiro de Cera pelo caminho.— Prof. Théo