Na Vila das Lanternas Vivas, aprender era um ato de encontro: luzes que se somavam, ideias que se tocavam, caminhos que se iluminavam em conjunto.
Mas todo mês acontecia o inexplicável: o Ritual dos Tanques de Vidro — um teste frio, solitário e cronometrado, onde cada aprendiz precisava brilhar sozinho, como se pensar fosse um isolamento forçado.
A fábula acompanha Lira, a estudante que ousou questionar a contradição entre o ensino colaborativo e a avaliação competitiva.
Seu gesto simbólico — acender a própria lanterna em direção ao vidro — inicia uma reação em cadeia que desmonta o ritual e expõe uma verdade desconfortável:
✨ Não é o estudante que falha quando isolado.
É a avaliação que falha ao ignorar que aprender é coletivo.
Este vídeo é um espelho poético sobre nossas práticas escolares:
Por que ensinamos em roda, mas medimos em caixas?
Por que falamos em cooperação, mas avaliamos resistência à pressão?
Por que repetimos tradições herdadas de fábricas e quartéis e chamamos isso de pedagogia?
Uma fábula para provocar, inspirar e iluminar — como todas as boas lanternas deveriam fazer.
