Uma narrativa mitológica sobre decadência moral dentro de uma suposta Casa do Saber. Nesta fábula, o Ferreiro de Ares e a Serpente de Hera revelam, em sussurros venenosos, o esvaziamento ético daqueles que deveriam guardar a luz do conhecimento. Um texto cirúrgico, simbólico e implacável, para refletir sobre o que acontece quando educadores abandonam o propósito e abraçam a intriga.
🧭 CONVITE DO PROFESSOR THÉO PARA O LEITOR
Caros leitores,
Há histórias que chegam até nós carregando mais do que metáforas — chegam como espelhos. E há algumas Casas do Saber por aí que, se pudessem, quebrariam todos os espelhos para evitar ver o que se tornaram.
Por isso trago esta fábula: a jornada amarga do Ferreiro de Ares e da Serpente de Hera.
Ela nasce em um tempo mítico, mas fala com precisão desconfortável sobre os dias de hoje, sobre ambientes onde a educação deveria florescer, mas onde certos personagens preferem cultivar venenos e negociar bravatas como se fossem virtudes.
Aqui, a Vigilante da Sabedoria testemunha algo que nunca deveria ser ouvido em um templo dedicado ao conhecimento: um diálogo moldado na arrogância, no deboche e no desvio de propósito.
E, como toda boa mitologia, o que está nas entrelinhas é maior do que o que é dito.
Se você já esteve em um ambiente onde se fala muito de honra, mas se pratica pouco; onde o título pesa mais que a ética; onde o sussurro rasteiro substitui a luz — então você vai reconhecer as sombras desta história.
Leia com calma.
Leia com coragem.
Atena sempre garante que a verdade encontre caminho — mesmo quando Ares tenta abafar o som.
— Prof. Théo