Entre colunas antigas e vozes que ecoam de mundos velados, esta fábula narra o encontro entre um viajante que enxerga demais e uma sacerdotisa que fala com doçura demais. No templo onde espelhos revelam intenções e deuses observam os mortais como peças de um jogo maior, uma conversa aparentemente benevolente se transforma em um ritual de contenção. Com Atena empunhando o instrumento da clareza e Loki gargalhando das ambivalências humanas, a história expõe o que acontece quando alguém tenta suavizar a verdade para preservar confortos — e o preço de se recusar a apagá-la. Um conto mítico, simbólico e cirurgicamente blindado para quem vive entre “conselhos”, retaliações veladas e corredores onde serpentes costumam circular. 🎓 Convite do Professor Théo para o Conteúdo “Caminhante da palavra, leitor atento e sobrevivente das casas onde a verdade é sempre recebida com um suspiro… venha comigo. Esta não é apenas uma fábula — é um espelho. Um objeto antigo, polido por Atena, que devolve intenções com mais precisão do que rostos. Se você já recebeu um conselho que parecia carinho, mas soava como contenção; se já ouviu alguém dizer que você ‘pode ajudar muito’, mas logo depois tentou moldar a sua voz ao molde deles… então este texto é para você. Traga sua lucidez. Deixe suas culpas na porta. E venha ver como a mitologia ilumina o que a convivência às vezes tenta esconder.”